Os tratamentos interceptivos, entre os 3 e os 11 anos, aproveitam o crescimento e são muito bem aceites pelas crianças. Podem não impedir a colocação de um aparelho fixo após a dentição definitiva estar completa, mas simplificam muito os tratamentos futuros. A Ortodontia Interceptiva é, assim, um tratamento de primeira fase que permite intervir desde cedo, podendo evitar um desenvolvimento crânio-facial incorreto. Pode ainda eliminar a necessidade de intervenção cirúrgica ortognática no futuro, bem como evitar a extração de dentes permanentes sãos e tratamentos ortodônticos muito longos.

As principais razões que levam os pais a procurar este tipo de tratamento são a mordida aberta, mordida cruzada, apinhamento dos dentes bem como hábitos de sucção por exemplo do dedo ou da chupeta que muitas vezes originam mal-oclusões que podem ser tratadas com ortodontia interceptiva.

Este tipo de tratamento ortodôntico precoce ajuda a guiar o crescimento da mandíbula e a estimular os centros de crescimento dos maxilares; corrige hábitos orais prejudiciais; melhora o selamento labial; reduz o tempo de tratamentos futuros de ortodontia fixa; ajuda a manter espaço ou mesmo a recuperá-lo quando há perdas precoces de dentes de leite; guia a erupção dos dentes definitivos e melhora a aparência e a auto-estima.

Os tratamentos em Ortodontia Interceptiva podem passar por desgaste seletivos em interferências oclusais, pelo desenho de pistas em compósito e pela colocação de diversos tipos de aparelhos, adequados a cada caso, aconselhados pelo Odontopediatra / Ortodontista após um estudo completo; estes profissionais poderão ainda dar uma previsão do efeito e do tempo de tratamento.

Rita Vilar, Médica Dentista